Da língua indígena “água grande”, o Paraguaçu, com aproximadamente 600 km de extensão,
é o maior rio genuinamente baiano e responde pelo abastecimento de água
de vários municípios. Muito procurado para pesca, possui grande
variedade de peixes, especialmente o tucunaré, crumatá, traíra, acari e
piau, além de mariscos e crustáceos. Da argila abundante em suas
margens, nasce o belo artesanato de cerâmica. Povoado por lendas e
mitos, o Paraguaçu habita o imaginário local. Dentre as crenças mais
famosas, a da “Mãe d’Água”, espécie de Iemanjá munida do poder de
encantamento das sereias; o “Nego d’Água” que, como o saci pererê,
brinca de dar sustos a todos que encontra vagando pelas margens do rio; e
a Sucuiuba, temida cobra sucuri que, pelo seu grande porte, acabou se
transformando em um ser quase místico para a população ribeirinha. O Rio
Paraguaçu separa as cidades históricas de Cachoeira e São Félix, unidas
por uma antiga ponte de ferro, datada de 1859.
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